Early Call - 01/12/2021

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Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2021

Para Ficar Atento

Nos EUA, nova fala de Powell, que deve confirmar no Senado a intenção de acelerar o ritmo do tapering e destaque também para o Livro Bege do Fed. No Brasil, Ficou para hoje a votação da PEC dos precatórios no Senado. A decisão de ontem à noite da S&P de reafirmar o rating do Brasil (BB-), com perspectiva estável, deve repercutir bem, como uma demonstração de confiança no País, em meio aos riscos fiscais após a flexibilização do teto de gastos.

Mercados ontem:

Câmbio:

O dólar deu um salto e no mercado futuro chegou a superar 5,70 reais, após o chefe do banco central dos Estados Unidos fazer declarações que indicaram aceleração do aperto monetário, o que fortaleceu no mercado expectativas de altas antecipadas de juros por lá.

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Ações Brasil:  

O Ibovespa No pior momento do dia, com as falas de Powell, ameaçou perder os 100 mil pontos. A situação não foi pior por conta do avanço da PEC dos precatórios no Senado, que pode ser votada ainda hoje em plenário, ajudando o mercado doméstico a reduzir as perdas no fechamento. O Giro financeiro somou R$ 46,9 bilhões.

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USA:

O movimento de aversão ao risco observado desde a abertura dos mercados, por conta das declarações do CEO da Moderna, de que as vacinas existentes devem ter eficácia reduzida contra a variante Ômicron, se acentuou com a fala de Jerome Powell no Senado dos EUA. O presidente do Fed afirmou que “talvez seja adequado” antecipar o fim do “tapering”, sinalizando que o BC americano pretende acelerar o processo de alta dos juros em 2022. Wall Street fechou o último pregão de novembro em baixa.

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Notícias Corporativas

Traders Club (TRAD3)

Numa mudança estratégica de grande implicação, o TC (o antigo Traders Club) vai abrir mão do perfil agnóstico para ter uma corretora com potencial para chegar a R$ 50 bilhões em ativos sob custódia.

A plataforma mandatou o BR Partners para buscar uma instituição financeira como sócia na corretora. A ideia é que o TC tenha o controle da joint venture. No modelo que será apresentado aos potenciais investidores, a corretora do TC será asset light. Na prática, a instituição parceira atuaria como um broker as a service — fornecendo todo o backoffice, colateral e regulatório para a plataforma.

Para se associar ao negócio, o parceiro adiantaria um montante substancial pela fatia na corretora do TC. Na operação, os sócios compartilharão as receitas do novo negócio.

Para convencer os investidores, o banco de Ricardo Lacerda terá a a ampla base de investidores do TC, potenciais clientes da corretora na plataforma. Atualmente, o TC conta com cerca de 88 mil usuários pagantes e mais de 600 mil investidores cadastrados.

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A instituição financeira que fechar o acordo com o TC terá acesso exclusivo a essa base de clientes, uma alteração importante sobre o modelo atual. “Ao invés de integrar todas as corretoras dentro da plataforma do TC, agora será só uma”, diz uma fonte. Com a corretora própria, os investidores poderão investir em ativos diretamente pela plataforma, num ecossistema que já oferece diferentes bases de dados, troca de ideias de investimentos entre membros da comunidade e serviços como ajuda no cálculo de pagamento de imposto de renda. A Sencon, companhia do TC que faz o serviço de IR, atende investidores com R$ 38 bilhões aplicados.

O plano do TC para entrar em corretagem ocorre após as aquisições que visaram a fortalecer a vertical de clientes institucionais, reduzindo o peso do investidor pessoa física, que sofre mais neste momento de sell-off da bolsa. No BtoB, o principal M&A do TC foi a Economatica, uma transação de R$ 40 milhões que agregou cerca de 300 clientes de gestão de fundos.

Ao entrar em corretora, o TC também se aproxima de outros modelos como da própria Empiricus, casa de research que provocou barulho recentemente ao recomendar uma posição short na plataforma fundada por Pedro Albuquerque e Rafael Ferri. Adquirida pelo BTG Pactual por R$ 690 milhões — o montante pode passar de R$ 1 bilhão com earnout —, a Empiricus é dona da corretora Vitreo.

Na bolsa, o TC vem sofrendo — assim como outras companhias que fizeram abriram capital recentemente — e o papel caiu mais de 20% desde o IPO. No mês de novembro, o papel se recuperou bem e subiu 33,73%, com a companhia avaliada em R$ 2,2 bilhões.

Fonte: Valor Econômico, Infomoney e Investing.com