Early Call - 07/12/2021

Early Call - 07/12/2021

Terça-feira, 07 de Dezembro de 2021

Para Ficar Atento

Na China, exportações crescem 22% em novembro (base anual) e superam aposta de 16,1%. Importações aumentam 31,7%, muito acima do esperado pelos analistas (+19,8%).

Nos EUA, contagem regressiva para o fim dos estímulos - Com o susto da ômicron aparentemente absorvido, os mercados aceleram os movimentos em direção a uma ação antecipada do Fed, fortalecendo o dólar e pressionando o câmbio dos países emergentes.

No Brasil, os investidores acompanham a complicação do cenário político-eleitoral, que continua criando problemas, como esse, agora, das dificuldades para a promulgação fatiada da PEC dos precatórios.

Mercados ontem:

Câmbio:

O dólar subiu para uma nova máxima em quase oito meses frente ao real nesta segunda-feira, com apostas em aumentos antecipados de juros nos Estados Unidos ofuscando fortes expectativas de elevação da taxa Selic nesta semana, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) realiza sua última reunião de 2021.

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Ações Brasil:  

O Ibovespa consolidou ontem o terceiro dia consecutivo de alta e fechou o dia no melhor patamar em quase um mês, desde 12 de novembro. A percepção é de que, com os riscos que vinham impedindo uma alta nas últimas semanas minimizados - o imbróglio com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e os riscos com a variante Ômicron da covid-19 - a bolsa encontrou espaço para se equiparar aos mercados internacionais. Já o volume financeiro ficou abaixo da média, em R$ 27,6 bilhões.

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USA:

Os índices de Wall Street retornaram para o campo positivo nesta segunda-feira. O que se viu foram os investidores aproveitando o dia de agenda esvaziada e partindo para o risco. As informações um pouco mais animadoras sobre a variante Ômicron também contribuíram.

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Notícias Corporativas

Rede D´Or (RDOR3)

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O terceiro trimestre foi marcado por resultados fortes em praticamente todos os setores, mas as empresas de saúde foram na contramão e frustraram a maioria das projeções – com hospitais reportando custos mais altos e verticalizadas com sinistralidade pressionada. Daqui para frente, no entanto, o setor reserva boas surpresas, segundo os analistas, e a principal aposta neste mercado é a Rede D’Or.

A empresa, que abriu capital no final do ano passado com um dos maiores IPOs já vistos no Brasil, não ficou de fora e também decepcionou no terceiro trimestre. Com alta nos custos operacionais e margens pressionadas, o balanço da Rede D’Or gerou uma reação negativa no mercado.

Apesar da alta no lucro, as margens pressionadas fizeram a ação cair 8% no dia seguinte à divulgação do resultado.

No entanto, os analistas que acompanham o setor afirmam que a reação negativa foi exagerada e que a Rede D’Or tem um futuro promissor.

No resultado do 3T21, a companhia teve um lucro líquido de R$ 378,1 milhões, alta de 8,2% no comparativo anual. A receita líquida da empresa somou R$ 5,307 bilhões no trimestre, em alta de 39%, ao passo que a taxa de ocupação hospitalar média foi de 78,4% no período, em linha com o elevado nível médio histórico.

Os custos aumentaram 39,4% no comparativo anual. As despesas comerciais, que eram R$ 6,5 milhões passaram para R$ 8,6 milhões, por exemplo – uma alta de 31%.

Além disso, apesar da alta no lucro, a margem EBITDA da companhia teve uma retração de 2,4 pontos percentuais – sendo que o EBITDA ajustado saiu de R$ 992,7 milhões para R$ 1,256 bilhão.

A recomendação da XP é de compra para os papéis da Rede D’Or, com preço-alvo de R$ 88,00, potencial de alta de cerca de 80% ante a cotação atual. Caso o preço-alvo se concretize, o papel registraria a sua maior alta de todos os tempos.

Fonte: Valor Econômico, Infomoney e Investing.com