Early Call - 11/10/2021

Early Call - 11/10/2021

Segunda-feira, 11 de Outubro de 2021

Early Call

Para Ficar Atento

Hoje é feriado nos EUA, o Columbus Day - comemorando a chegada de Cristóvão Colombo na América do Norte, o que deu início à colonização.

Por aqui, o mercado ainda deve continuar acompanhando as especulações sobre o isolamento de Guedes - Governo vê desgaste irreversível do ministro da Economia após o caso das offshores e o economista Mansueto Almeida tem sido citado dentro do governo como possível substituto de Guedes.

Mercados na sexta-feira:

Câmbio:

O dólar mostrou volatilidade nesta 6ªF, diante das diversas interpretações sobre os dados de emprego nos EUA e de inflação no Brasil, mas acabou a sessão fechando praticamente na estabilidade.

Ações Brasil:  

O Ibovespa segurou o ritmo forte de alta, com volume de R$ 38,5 bilhões, praticamente zerando as perdas na semana, depois do IPCA de setembro (1,16%) que surpreendeu ao ficar abaixo do esperado (1,25%). Nem o reajuste de 7,2% na gasolina e no gás de cozinha anunciado pela Petrobras, que deve pressionar a inflação em outubro conseguiu segurar o animo dos investidores.

USA:

As Bolsas norte americanas fecharam em leve queda após payroll abaixo do esperado mas com o alívio com a extensão do teto da dívida. O fato é que o payroll trouxe mais dúvidas do que certezas em relação ao início do “tapering”.

Notícias Corporativas

A Cielo (CIEL3)

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A Cielo disparou na sessão desta sexta-feira (8) em dia de forte correção pra cima das ações. Na semana passada, os papéis da dona de maquininhas bateram sua mínima histórica, a R$ 2,29.

As ações subiram 14,29% nessa sexta, reação veio logo após dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com investidores avaliando que a inflação já pode ter atingido o seu pico, o que impulsiona ações ligadas ao consumo doméstico. No caso da Cielo, analistas também destacam que havia muito investidores vendidos, o que levou a forte elevação, com possiveis stop (short squezze) de vendidos e compras novas.

A Cielo, que dominou o mercado de maquininhas no Brasil durante anos e conseguiu entregar aumentos consistentes de volume de cartões e expansão de margens, teimou em ignorar novas entrantes no setor. E eram rivais de peso. A PagSeguro (PAGS34) capturou os microempresários da base da pirâmide que nunca haviam usado maquininhas de cartão. A Stone (STOC31) se espalhou entre clientes do meio da pirâmide e o Santander Brasil (SANB11) atacou frontalmente com a criação da Getnet, resultado disso foi que a Cielo começou a perder sucessivamente market share, culminando em uma desvalorização de quase 90% do valor de mercado desde o pico, há 5 anos atrás.

No segundo trimestre de 2020, em meio à pandemia do Covid-19, a Cielo sofreu um novo golpe. Amargou o primeiro prejuízo da história, dada a:

  • competição agressiva;
  • commoditização de serviços;
  • guerra de preços;
  • baixa penetração de produtos de crédito;
  • menor eficiência de custos;
  • pior qualidade percebida pelos clientes.

Apesar das dificuldades, alguns analistas entenderam que a Cielo tem feito a lição de casa. Cancelou contas com prejuízo, cortou custos, melhorou o NPS (O Net Promoter Score - indicador que permite medir a satisfação dos clientes) e elevou a presença no meio da pirâmide. A perspectiva de curto prazo para o papel reforça a avaliação. O negócio deve se beneficiar da retomada dos volumes financeiros, com a reabertura econômica, do aumento de produtos com antecipação embutidos, do crédito e dos potenciais desinvestimentos em subsidiárias, como a Merchant-e.

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Na visão dos analistas, a ação da Cielo negocia a um valuation atrativo de 4,72x P/L para 2022, uma precificação “excessivamente descontada”. Além disso, ainda existe um risco positivo de um possível fechamento de capital, dado o desconto, com uma operação que poderia destravar valor aos acionistas de CIEL3. Há também o imbróglio da Cateno, a empresa de processamento de cartões do  (BBAS3) adquirida pela Cielo, mas que ainda roda nos sistemas do BB. Acrescenta-se a isso a própria vontade do banco estatal de recomprar a adquirente, em um momento de venda de ativos.

Fonte: Suno notícias, Infomoney e Investing.com

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Por Roberto Campos - Analista CNPI - T2694

Graficamente o papel perdeu quase 50% de valor desde o topo de 01/06/21 quando chegou a valer R$4,42, tendo atingido R$2,23 na mínima de quarta (06/10). Na sexta-feira pulou 14,29% em um único dia, alta expressiva para o papel que vinha se força. Triste fim para um ativo que já chegou a valer R$24,97 em 20/07/15 e que fechou o pregão de sexta cotado a R$2,64, uma queda de quase 90% desde o topo.

Para quem segurou o papel no longo prazo as perdas são consideráveis. O papel ainda está longe ser um bom investimento em um mercado que tem melhores opções, mas para quem gosta de risco pode ser um bom ativo para se ter na carteira. Afinal o papel está sim bastante descontado. As apostas são para uma melhora no longo prazo, ou seja, só o tempo dirá quem está certo.

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