Early Call - 17/11/2021

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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2021

Para Ficar Atento

Nos EUA, O Departamento de Comércio, divulga hoje (10h30) dados de Licenças de Construção, ou seja, o número de autorizações para novos projetos de construção emitidas pelo governo. Licenças de Construção são um dos principais indicadores da condição do mercado imobiliário. No Brasil, as atualizações dos indicadores, como a estimativa para o PIB de 2022, serão divulgadas pelo Ministério da Economia esta manhã, enquanto os investidores continuam preocupados com a inflação e os riscos fiscais.

Mercados ontem:

Câmbio:

O dólar acompanhou a tendência de alta da moeda no exterior nesta 3ªF, repercutindo dados acima do esperado da economia norte americana e a cautela com o risco fiscal no mercado doméstico após declarações de Bolsonaro - de "espaço" a ser aberto no Orçamento pela PEC dos Precatórios para acomodar aumento ao funcionalismo.

Ações Brasil:  

A preocupação com inflação, a situação fiscal e o formato final da PEC dos Precatórios - manteve o Ibovespa em terreno negativo neste começo de segunda quinzena do mês, mais uma vez descolado do sentimento moderadamente positivo no exterior. O giro financeiro ficou abaixo da média: R$ 27,7 bilhões.

USA:

As bolsas em NY repercutiram dados econômicos fortes nos EUA, assim como a promulgação da lei do pacote de investimentos em infraestrutura pelo presidente Joe Biden, e fecharam em alta.

Notícias Corporativas

Suzano (SUZB3)

A Maior produtora de celulose de eucalipto, a Suzano vai se consolidar no topo da indústria global, em escala e competitividade, com o início de operação do Projeto Cerrado, no segundo semestre de 2024. Mediante investimento total de R$ 19,3 bilhões, a companhia brasileira vai construir a maior linha única desse tipo de fibra em Ribas do Rio Pardo (MS), com capacidade de 2,55 milhões de toneladas anuais e o menor custo caixa de produção do mundo, inferior a R$ 400 por tonelada no longo prazo.

Ao mesmo tempo em que eleva em mais de 20% a capacidade de produção de celulose da Suzano, para 13,45 milhões de toneladas anuais, o projeto contribuirá para o cumprimento de metas ESG e vai gerar valor mesmo em momentos mais ácidos de câmbio e preços. “É um projeto transformacional para o negócio de celulose, para o setor, para as comunidades”, disse o presidente da Suzano, Walter Schalka. Conforme o executivo, o mundo caminha para um novo modelo de negócios, mais sustentável, e a biomassa brasileira já é bastante competitiva. Com o Projeto Cerrado, acrescentou, a Suzano estará muito bem posicionada para explorar novas aplicações para a fibra. “O modelo futuro de negócios será de origem renovável e a COP26 mostra isso, apesar da resistência do modelo atual”, disse Schalka. A companhia projeta crescimento de um dígito alto da demanda global de celulose de fibra curta nos próximos anos, garantindo a absorção da oferta adicional. Além da substituição da celulose de fibra longa pela fibra curta, a substituição de materiais de origem fóssil pelos de origem renovável suporta essa perspectiva.

A maior parte dos desembolsos relativos ao projeto vai ocorrer entre 2022 e 2023, totalizando 75% do investimento total de R$ 19,3 bilhões - o aporte industrial corresponde a R$ 14,7 bilhões desse valor e R$ 4,6 bilhões serão destinados às atividades florestais e logística, entre outras iniciativas. “Mesmo em um cenário de muito estresse, o projeto gera retorno”, disse o diretor de finanças, relações com investidores e jurídico da Suzano, Marcelo Bacci, considerando-se um intervalo de preços de celulose de US$ 480 por tonelada a US$ 600 por tonelada e câmbio entre R$ 4,50 e R$ 6.

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Uma vez que a companhia tem sólida posição de caixa e é forte geradora de caixa - em 12 meses até setembro, o resultado operacional (Ebitda) ajustado da Suzano totalizou R$ 21 bilhões, acima do valor que será investido até 2024 -, não há planos de contratação de financiamento específico para o projeto. A alavancagem financeira deve permanecer abaixo de 3,5 vezes, pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ao longo do período de investimento.

Nos 12 primeiros meses de operação, a nova fábrica produzirá mais de 2 milhões de toneladas de celulose, de acordo com o diretor operacional de celulose da Suzano, Aires Galhardo. Segundo o executivo, o projeto corresponde à maior linha única de celulose de eucalipto do mundo e terá o menor custo caixa de produção entre os ativos industriais da companhia, reflexo também do excedente de energia que será vendido. Inicialmente, esse custo será de até R$ 500 por tonelada - para efeito de comparação, o custo caixa de produção da Suzano no terceiro trimestre ficou em R$ 711 por tonelada, pressionado sobretudo pela alta das commodities.

A fábrica de Ribas será ainda a mais eficiente da Suzano, devido ao baixo nível de emissão de carbono, e contará com tecnologia de gaseificação da biomassa para substituição de combustível fóssil nos fornos de cal. Segundo o diretor florestal, logística e suprimentos Carlos Aníbal, a Suzano já garantiu 100% da madeira necessária para o início de operação e assegurou cerca de 90% das necessidades até 2030. Para atender ao Projeto Cerrado e a fábrica de celulose de Três Lagoas, a companhia conta com 600 mil hectares de base florestal em Mato Grosso do Sul. A distância média de apenas 65 quilômetros entre fábrica e floresta contribui para a elevada competitividade do Projeto Cerrado.

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Conforme Aníbal, a celulose produzida na nova fábrica seguirá por rodovia até um terminal em Inocência (MS) e, de lá, seguirá por ferrovia até o porto de Santos. A companhia já tem um memorando de entendimentos com a Rumo referente a essa etapa do transporte e tem negociações em andamento com diversas companhias de navegação que já são prestadoras de serviço à empresa. A unidade será autossuficiente em energia, gerada a partir de fonte renovável, e exportará para a rede um excedente de aproximadamente 180 megawatts (MW) médios, suficiente para abastecer uma cidade com 2,3 milhões de habitantes por um mês. No pico das obras, a estimativa é que sejam gerados cerca de 10 mil empregos diretos e milhares de empregos indiretos. Em operação, a fábrica empregará cerca de 3 mil pessoas. As ações da produtora de papel e celulose foram favorecidas pelo cenário de aversão ao risco e desvalorização do real ante o dólar ontem e subiu 3,50%, sendo negociada a R$ 53,17.

Fonte: Suno notícias, Infomoney e Investing.com

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