Early Call - 19/10/2021

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Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

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Para Ficar Atento

Nos EUA,  investidores se atentam a comentários sobre problemas nas cadeias produtivas e inflação.

No Brasil, a percepção de risco em relação a temas fiscais e políticos continuam no radar - as conversas sobre a prorrogação do auxílio emergencial continuam, e a PEC dos precatórios ainda se encontra sem definição

Mercados ontem:

Câmbio:

A decepção com dados na China e a queda de 1,3% da produção industrial nos Estados Unidos em setembro, resgataram os receios de uma recuperação global mais frágil e tiraram a força do dólar ante as moedas rivais, mas exerceram pressão sobre as emergentes. O real teve o pior desempenho, refletindo também as incertezas fiscais e os movimentos em Brasília para prorrogar o auxílio emergencial.

Ações Brasil:  

O Ibovespa fechou a volátil sessão desta segunda-feira em leve baixa, com o pessimismo pelo crescimento econômico decepcionante da China e com Incertezas domésticas, especialmente em relação à inflação e ao quadro fiscal. O volume negociado foi de R$ 33,0 bilhões.

USA:

Ainda influenciadas pelo otimismo dos investidores com os balanços trimestrais, mas com Indicadores econômicos abaixo do esperado na China e nos EUA pressionaram as bolsas impedindo uma recuperação mais consistente do mercado, o Dow Jones fechou em leve queda. S&P 500 reagiu um pouco melhor, em alta, e Nasdaq subiu.

Notícias Corporativas

Lojas Americanas (LAME4)

As ações das Lojas Americanas dispararam nesta segunda-feira (18) e fecharam em alta de 20,72%, a R$ 6,41, após anúncio de que a empresa avalia fundir sua operação com a da Americanas (AMER3) e lançar ações nos Estados Unidos.

Em meio à reorganização societária, as companhias têm como objetivo final de migrar sua base acionária para uma nova sociedade, com sede no exterior, cujas ações seriam listadas na NYSE ou na NASDAQ.

As Lojas Americanas e a B2W (controladora da Americanas.com, entre outros marketplaces) anunciaram a possível fusão em abril deste ano. A aprovação da união das duas empresas ocorreu em junho, mas o anúncio oficial ainda não foi feito. A fusão garantirá o surgimento da Americanas S.A.

"A análise dessa oportunidade está, no momento, em andamento, em nível operacional, devendo o seu resultado, quanto à conveniência e viabilidade jurídica, ser submetido à administração das Companhias, para uma decisão que será, se for o caso, levada à oportuna manifestação dos acionistas", diz um comunicado divulgado pelas empresas e assinado por Miguel Gutierrez, diretor de relações com investidores. No comunicado, Gutierrez reforça que, por enquanto, nenhuma decisão foi tomada a esse respeito e os anúncios tratam apenas de possibilidades.

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Após a mudança na estrutura, na qual a B2W incorporou os ativos operacionais da Lojas Americanas, as ações da LAME tornaram-se “empresas de fachada”, detendo apenas ações da AMER3 e, portanto, apresentando um desconto de holding para o ativo de sua propriedade. “Com essa combinação, esse desconto pode deixar de existir. Nesse caso, esperaríamos que LAME3 e LAME4 subissem 40% e 31%, respectivamente”, avaliam os analistas.

Esta foi uma boa notícia porque a proposta melhora a governança corporativa por ter apenas uma classe de ações listadas no Novo Mercado; simplificaria a estrutura, já que Lojas Americanas provavelmente será extinta como uma holding; tudo indica que as empresas têm ouvido os investidores e suas preocupações.

“Não há detalhes sobre como isso será feito ou quais as relações de troca de ações (para detentores de LAME recebendo AMER). Mas, dado que uma das principais motivações parece ser a melhora da governança corporativa, ficaríamos surpresos em ver algo que seria visto como injusto para os minoritários”, apontam os analistas.

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Gráfico e dados fundamentalistas: Economática

Suno notícias, Infomoney e seudinheiro.com

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