Early Call - 24/11/2021

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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2021

Para Ficar Atento

Nos EUA, (12h) dados do índice de preço das despesas de consumo pessoal, Índice de Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan e outra impressão do PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos, deve apresentar crescimento de 2,2% no terceiro trimestre (10h30). E ainda temos a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve no início da tarde. No Brasil, dados da receita tributária, fluxo cambial estrangeiro, confiança do consumidor e relatório de empregos do CAGED devem ser divulgados. Além disso teremos a votação da emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), prevista para ainda hoje (9h30).

Mercados ontem:

Câmbio:

Pressionado pelo mercado externo, o dólar interrompeu a trégua e voltou a subir nesta terça-feira (23). A expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) antecipe o aumento de juros por causa da recuperação da economia norte-americana pressionou as cotações em todo o planeta. As novas restrições contra a covid-19 postas em prática por diversos países europeus também contribuíram para piorar o clima no mercado internacional.

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Ações Brasil:  

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com suporte de empresas ligadas a commodities, como Petrobras e Vale, enquanto noticiário relacionado à PEC dos Precatórios e ao Auxílio Brasil segue no radar dos investidores, movimentando os negócios. O giro financeiro foi de R$ 30,8 bilhões.

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USA:

O índice Nasdaq terminou em baixa pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones subiram, com o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano levando investidores a vender ações da Tesla e de outras grandes empresas de tecnologia.

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Notícias Corporativas

Petrobras (PETR3, PETR4)

A Petrobras poderá ser privatizada no futuro desde que seja de interesse da União, mas tal movimento faria pouca diferença em sua operação considerando suas atuais regras de governança, disse nesta terça-feira (23) o presidente da companhia, Joaquim Silva e Luna.

O executivo acrescentou ainda, em entrevista a um canal da TV paga, que a redução do número de estatais é "uma tendência global", e que a desestatização da Petrobras reduziria o recebimento de dividendos pelo governo.

"Essa é uma decisão que poderá ser tomada a partir de um estudo aprofundado por iniciativa do acionista majoritário, a União. A modificação disso seria a redução daquilo que ela (União) recebe de dividendos e royalties porque em termos de como ela trabalha a diferença é muito pequena", disse o executivo.

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"Ser uma empresa privada ou estatal, como ela funciona hoje, a diferença é muito pequena", acrescentou.

"Ela (Petrobras) tem um sistema de governança e conformidade que dificilmente seria alterado. Poderia ser privatizada? Sim, essa é a tendência do mundo, diminuir as estatais", adicionou.

O general da reserva confirmou ainda que o novo plano de negócios da estatal, que será divulgado na quinta-feira (24), manterá o seu foco no pré-sal, confirmando reportagem da Reuters publicada na semana passada.

Presidente da Petrobras diz que nem todos os reajustes de combustível têm a ver com a estatal.

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, negou nesta terça-feira que a estatal seja culpada pelo aumento da gasolina. Segundo ele, a empresa fez 15 reajustes  em 2021, mas foram contabilizados 38 reflexos ao consumidor. Ele destacou que a Petrobras pratica preço de mercado.

— Nem todos reajustes que aparecem na bomba de combustíveis  têm a ver com a Petrobras — afirmou Silva e Luna, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).— A alta de preços dos combustíveis não corresponde à Petrobras e está sendo colocada na conta dela.

O presidente da Petrobras apresentou uma tabela mostrando que, na formação dos preços, a Petrobras ficou com uma parcela de R$ 0,99 por litro de gasolina, mas na bomba o valor chegou a  R$ 2,24 a mais aos consumidores. Os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), segundo ele, consideraram apenas reajustes superiores a um centavo.

De acordo com a ANP, o valor médio do litro da gasolina  no país passou de R$ 5,753 para R$ 6,752, nas últimas duas semanas. No ano, o avanço do preço médio chega a 50%.

Em sua fala, Silva e Luna buscou defender a Petrobras, que vem sendo criticada pelas altas consecutivas nos combustíveis. Ele afirmou que a estatal responde por apenas uma fração dos preços, lembrando também que as empresas importadoras Vibra, Ipiranga, Raízen e a Atem têm participação no mercado e na formação de preço.

Ainda segundo o presidente da estatal, a gasolina produzida pela empresa representa 40% do consumo dos veículos leves. Ele criticou a proposta de criação de imposto sobre exportação de petróleo cru. Tramita no Senado  projeto para criação de um “fundo de estabilização”  para evitar oscilações abruptas nos preços dos combustíveis.

— Eventual taxa para a exportação de óleo bruto pode trazer  insegurança jurídica e desestimular investimentos no Brasil . Investimentos novos e aqueles que já estão sendo feitos atualmente— afirmou o general, que ganhou também o apoio do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

— Todo movimento de interferir em mercado livre competitivo termina trazendo distorções. Isso não foi neutro no passado —afirmou Bezerra, em fala contra a proposta.

Na audiência, o presidente da Petrobras disse que a estatal ficou sem reajustar o GLP, o gás de cozinha, por 92 dias, 85 dias sem alterar o preço do diesel e 56 o da gasolina. A declaração gerou reação do senador Omar Aziz (PSD-AM).

— O salário do trabalhador brasileiro não é alterado em 90 dias,  como é alterado o preço dos combustíveis hoje, quase que diariamente. É porque se fala como uma ênfase, como se fosse algo  sobrenatural.  Noventa dias é uma brincadeira, como se tivesse fazendo um grande favor aos brasileiros — disse Aziz.

Para o período entre os dias 14 e 20 de novembro, o preço médio do diesel se manteve estável, em R$ 5,356 por litro.  No ano, o aumento chega a 48,5%.

No GLP, o gás de botijão também teve um leve recuo, passando  de R$ 102,52 para R$ 102,27.  Desde janeiro, a alta é de 37,1%.

Na audiência, Luna e Silva defendeu que a estatal não é um monopólio.

— A  Petrobras tem que atuar como empresa privada, tem que praticar preço de mercado. A aplicação artificial de políticas públicas só pode ocorrer mediante prévio contrato com acionista controlador… No caso de acontecer, a Petrobras tem que ser ressarcida – explicou o presidente, lembrando que isso ocorreu no governo de Michel Temer.

O presidente da Petrobras disse também aos senadores que o “Brasil é grande demais para ficar dependendo de uma só empresa”.

O  secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, defendeu a abertura de mercado para “que mais empresas tenham capacidade de tirar petróleo do solo do país, distribuir e refinar” o produto.  Ele afirmou que o aumento dos combustíveis é um fenômeno mundial.

— Temos refinarias, temos capacidade, mas precisamos de mais. Nós não somos autossuficientes em refino. Precisamos aumentar essa capacidade,  hoje uma empresa só fica muito difícil — disse Guaranys, destacando que a intenção da Petrobras e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é  abrir mão do refino.

Será o segundo mês seguido que a estatal não consegue atender a demanda.

A Petrobras não vai conseguir atender a todos os pedidos de gasolina e diesel feitos pelas distribuidoras de combustíveis para o mês de dezembro. Será o segundo mês seguido que a estatal não consegue atender a demanda. Segundo duas fontes do setor, o aumento médio nos pedidos das distribuidoras foi de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Procurada, a estatal disse que "assim como no mês de novembro, os pedidos de diesel encaminhados pelas distribuidoras para o mês de dezembro foram atípicos e superiores ao esperado para este período".

Já a Brasilcom, federação que reúne as distribuidoras, disse que a Petrobras "realizou cortes tanto em diesel como em gasolina". Os contratos feitos pela Petrobras prevê o fornecimento às distribuidoras de um volume com base numa média dos últimos três meses, com pequenas margens para cima ou baixo.

"Soubemos que diversas empresas tiveram cortes em seus pedidos, tanto de gasolina como de diesel, sendo alguns cortes bastante significativos,  principalmente no diesel", destacou a Brasilcom em nota.

O não atendimento pela Petrobras ocorre em um momento de alta no consumo com a abertura da economia. No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, as vendas de gasolina e diesel crescem cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Petrobras disse que, após avaliação de disponibilidade, considerando sua capacidade de produção e oferta, o volume aceito foi inferior aos pedidos recebidos. A estatal voltou a dizer que há dezenas de empresas cadastradas na Agência Nacional do Petróleo (ANP) aptas para importação de combustíveis.

Operando com 87% de sua capacidade de refino, a Petrobras vem elevando as importações de derivados. Nos nove primeiros meses do ano, o avanço chegou a 86,3% ante ano passado.

Em nota, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) disse que "o acompanhamento junto aos agentes regulados, em especial às distribuidoras e aos postos revendedores, não indica falta de combustível, até o momento". Caso o recebimento dos dados de comercialização indique elevação dos riscos, a ANP disse que "adotará as medidas cabíveis para minimizar os eventuais impactos no abastecimento".

Fonte: Suno notícias, Infomoney e Investing.com