Early Call - 29/10/2021

Early Call - 29/10/2021

Sexta-feira, 29 de Outubro de 2021

Link para o vídeo

Para Ficar Atento

Nos EUA, o núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal, que exclui os custos de alimentos e energia e é a métrica favorita do Federal Reserve para a inflação saem às 9h30.

No Brasil, pesa no cenário o risco de um descontrole fiscal, com os movimentos em Brasília para buscar alternativas a uma eventual derrota da PEC dos precatórios, como financiar o Auxílio Brasil com créditos extraordinários, que pressionariam a dívida pública, ou, ainda pior, decretar novo estado de calamidade pública para a prorrogação do auxílio emergencial.

Nem o balanço de Petrobras pode ser festejado, porque o presidente acha que a empresa “não deve ter lucro tão alto”.

Mercados ontem:

Câmbio:

O real volta a registrar o pior desempenho entre os emergentes. A escalada dos juros futuros, com a expectativa consensual de que o BC deverá levar a Selic para os dois dígitos no início do ano que vem, não favoreceu o câmbio ontem, como seria natural, diante da maior atratividade do fluxo estrangeiro.

Ações Brasil:  

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, após sessão volátil, marcada por resultados corporativos, com destaque para Ambev, e repercussão da decisão do Banco Central de aumentar o ritmo de alta da taxa básica de juros do país. O volume negociado foi de R$ 29,3 bilhões.

USA:

Nada conseguiu amortecer o entusiasmo dos investidores, nem mesmo os dados mostrando que a economia dos EUA se desacelerou drasticamente no terceiro trimestre. As bolsas em NY voltaram a subir devido às expectativas para os balanços do 3TRI que continuam fortes.

Notícias Corporativas

Empresa (EMPR3)

A Ambev nunca vendeu tanta cerveja em toda sua história como tem vendido neste ano. O panorama foi divulgado pela empresa, que tornou público o crescimento de receitas entre julho e setembro, quando atingiu os maiores volumes consolidados já registrados em um terceiro trimestre. Os volumes cresceram 7,7% em termos orgânicos em relação ao mesmo período do ano passado, para 45,7 milhões de hectolitros, e a receita líquida avançou 20,8%, a R$ 18,5 bilhões, com 8 dos 10 principais mercados crescendo também acima do terceiro trimestre de 2019.

Contrariando a expectativa de grande parte do mercado que previa avanço pequeno e até mesmo queda nos volumes de cerveja, a Ambev conseguiu aumentar sua produção no terceiro trimestre deste ano.

No acumulado de 12 meses é o maior volume já produzido se observada a série histórica desde o primeiro trimestre de 2011. Foram 180 milhões de hectolitros, 8 milhões de hectolitros acima do pico histórico de 2015.

A empresa atribuiu os avanços aos lançamentos, que representaram mais de 20% da receita. “As nossas marcas premium seguiram um contínuo momentum e cresceram high-teens [algo entre 16% e 19%]”, disse citando a Spaten, cerveja alemã lançada para integrar a categoria intermediária, ou core pluse, como a Brahma Duplo Malte.

image

“As marcas tradicionais mostraram mais uma vez sua resiliência, uma vez que as famílias Skol, Brahma e Antarctica tiveram crescimento acima do terceiro trimestre de 2020 e do terceiro trimestre de 2019.”

No entanto, como esperado, o crescimento de volumes não veio acompanhado de um patamar de rentabilidade mais robusto.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da operação no Brasil, que representa cerca de 50% do volume da Ambev, caiu 8,5%, pois o crescimento da receita líquida (de 8,2% por hectolitro) foi compensado pelos obstáculos esperados na taxa de câmbio e commodities, provisões de remuneração variável e investimentos em vendas e marketing.

O Ebitda do período foi de R$ 2,02 bilhões e a margem de 26,1%, 7,1 ponto percentual menor do que um ano antes. No consolidado das operações, o Ebitda cresceu 7,8%, para R$ 5,47 bilhões, e margem cedeu 2,9 pontos percentuais, para 29,6%.

A Ambev diz que a fórmula é resultado de uma estratégia comercial consistente, transformação estrutural, muita inovação e tecnologia. Mas os analistas lembram que teve uma mãozinha da Heineken também. A cervejaria holandesa que é dona das marcas Heineken, Eisebahn, Devassa, Amstel e Tiger,  está com restrições em sua capacidade de produção, já que tem focado em cervejas de marcas mais premium, que  levam mais tempo para serem produzidas. Isso levou a uma que de 10% no volume total vendido pela Heineken. Por consequência, abriu mais mercado para a Ambev.

image

Só o Zé Delivery, o aplicativo que vende cervejas da empresas, atendeu mais de 15 milhões de pedidos no trimestre. E foi assim que Ambev apresentou um aumento de mais de 57% no lucro, chegando a 3,7 bilhões de reais, e as ações abriram disparadas, subindo mais de 8% por volta das 10h30min para fechar com a maior alta do IBOVESPA subindo 9,72% com suas ações sendo negociadas a R$ 16,70.

Fonte: Suno notícias, Infomoney e Investing.com

image